Entre os Muros da Escola

François Marin (François Bégaudeau) trabalha como professor de língua francesa em uma escola de ensino médio, localizada na periferia de Paris. Ele e seus colegas de ensino buscam apoio mútuo na difícil tarefa de fazer com que os alunos aprendam algo ao longo do ano letivo. François busca estimular seus alunos, mas o descaso e a falta de educação são grandes complicadores.

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3 comentários em “Entre os Muros da Escola

  • 1 de março de 2011 a 15:01
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    Excelente filme para discutir os conflitos entre o modelo educacional tradicional (que tem como objetivo disciplinar o sujeito para o mundo do trabalho) e as demandas do mundo pós moderno. Qual deve ser o papel da escola e dos educadores? Será que o sistema de ensino cunhado no século XIX é capaz de dar conta de uma sociadade cada vez mais plural (inserida numa economia-mundo cada vez mais excludente)?
    Essas são apenas algumas questões que podem ser debativas por meio desse filme.

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  • 17 de junho de 2011 a 12:33
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    Os primeiros quinze minutos de filme é uma chatice, os próximos também…então, na metade do filme, quando vc consegue pegar o "cerne" da proposta, aí você volta tudo e começa a assistir de novo. Interessante que o escritor do livro também seja o ator principal. Foi bom fazer isso, outro ator talvez não conseguisse mostrar o que importava. ( Outra coisinha é que o nome dos atores coincidem com o dos personagens do filme, interessante isso.) Ele conseguiu "incorporar"o professor e mostrou a dinâmica de acontecimentos dentro da sala de aula em aulas de gramática francesa e, principalmente, mostrou a interrelação de alunos com etnias diferenciadas. Provavelmente ele seja professor e textualizou sua rotina em uma escola similar. Aos poucos, quando tomamos ciência dos alunos e seu raciocício, muitas vezes vagos porque pensam como crianças,
    aí sabemos de seus nomes e de suas origens. Feito isso, aos poucos tomamos gosto pelo enredo e queremos saber para onde o filme nos levará nesta gama de relações tão díspares. Eu ACHO que a mostra óbvia não é tudo, por trás desta história existe uma outra mostra subliminar, bem nítida, de outras insatisfações que aflige, neste caso, os franceses de hoje em dia por lá. O enredo vai mostrando a interrelação entre os alunos em diversas aulas e os professores fazendo o acompanhamento deles, enquanto, aqui e acolá, mostram a estrutura organizacional do método de ensino e suas nuançes dentro do aspecto didático-disciplinador. Raciocinamos com o professor e com os alunos nas questões propostas e podemos notar como um conflito evolui em uma simples exposição de idéias. A competição entre os meninos se mostra e a das meninas aparecem nas picuinhas levantadas por uma aluna mais maliciosa, até que a coisa culmina em um conflito mais sério que, embora o professor tente condescender e solucioná-lo, isso sai de sua alçada e segue rumo ao Conselho Disciplinar que expulsa um aluno problema. Superficialmente a história está contada. Consegui ver na história um outro fato que sei dele por outros canais. Hoje o povo francês tem de "engolir seco", tem de ruminar o material indigesto que conseguiu de sua empreitada de colonização no passado. Temos muitos países que têm sua "segunda língua" sendo o francês em lugares bem contrastantes. Na ex-Indochina que falam francês até hoje, nas Arábias todas, na África em diversos países, (graças aos belgas também) e nas ilhas pelo Pacífico e Atlântico, além do continente americano no norte e sul. Nada mais natural que estes "colonizados" se sintam identificados, irmanados até, com os franceses do velho mundo e para lá enviem grande números de imigrantes de acordo com suas cotas e necessidades. O filme mostra isso também no alunos de origem coreana, chinesa, marroquina, turca, de Mali e da Martinica…entre outros. Temos visto no decorrer das décadas os movimentos internos na França que atingem a sociedade de forma dura e fria neste sentido. Os "turcos" por lá estão no sub-emprego, na maioria. Fazem o "trabalho sujo e pesado" da sociedade e nem sempre são premiados com a justiça trabalhista em seu esforço. Por outro lado, é deste nicho de estrangeiros que aparece o maior volume de marginalidade na sociedade francesa-européia. Estes povos são pobres e incultos e contrastam demais convivendo em uma sociedade com valores opostos e requintados. Natural que desta ignorância e contraste apareça grandes revoltas e muita marginalidade geral. Esse é o "material indigesto" que mencionei para os franceses digerirem e não acredito que o façam expontaneamente e com amor. Pelo contrário, lá existem preconceitos discriminatórios graves, velados e expostos, contra essa massa de diferentes origens. Isso tem em todo lugar, inclusive aqui. Mas acho que vi nas atitudes dos professores deste filme, esse fator de insatisfação na obrigação de fornecer ensino a esta gente….desqualificada! … por mais que não queiram! Imaginem agora , hoje, quando um milhão de Líbios entraram na França , via visto da Itália, (dado o conflito com o Muammar Abu Minyar al-Gaddaf), em busca de colocação, empregos, trabalho, conforto, comida, moradia e ensino….kakakaka…não é à toa que o "russo", o presidente da França esteja tão estressado hoje em dia … rs…e, pior!, isso continua e estimula a imigração uma vez que quererão, certamente, que seus filhos e parentes os acompanhem… kakakaka…Acho que a tolerância destes professores do filme, os reais também, para com os alunos multi-étnicos estão contidas em grandes insatisfações. Bom filme para estar aqui. Valeu !

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  • 30 de agosto de 2011 a 21:58
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    Magnifico filme! Em determinados momentos chegamos a perder a noção de que o que vemos é apenas uma encenação e não a realidade documentada por câmeras tal a capacidade de interpretação dos personagens!
    Muito além de uma dissecação sobre os métodos educacionais aplicado nas escolas francesas, o filme levanta de maneira sutil a problemática da imigração e os problemas dela decorrente!

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